quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que é verdade?

Nesta sexta-feira (22/04/2011) participarei da peça do filme de Mel Gibson " A paixão de Cristo" Que há varios momentos que me tocam muito, ainda mais eu sendo o soldado que responsável pelo massacre do messias. Porém ao longo da narração da Paixão, há uma cena muito interessante e significativa em que o evangelista João evidencia a "realeza" de Jesus e a sua missão, muito bem trabalhada cênicamente, que consiste em "dar testemunho da verdade". Jesus reivindica para si o título de 'rei', evidentemente não no sentido de conquista do poder ou para exercer o domínio sobre os outros, mas para mostrar que se trata do exercício de uma dimensão que chega a doar totalmente a própria vida. De fato, tudo isso acontece exatamente diante de Pilatos, o representante da soberania e da dominação do império romano.

"Jesus respondeu (a Pilatos): 'Tu o dizes: eu sou rei, para isso eu nasci e para isso eu vim ao mundo; para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz'. Disse Pilatos: 'Que é a verdade?'" (Jo 18,37-38). Todos os evangelistas estão de acordo em mostrar que a realeza de Jesus revela-se paradoxalmente no contexto da Paixão, mas João realça com mais clareza os contrastes entre as personagens.


A 'realeza' de Jesus não entra no jogo de concorrência com a soberania romana, aliás, muito pelo contrário: ela tem sua origem em Deus e tem como finalidade oferecer a salvação para a humanidade inteira.Interrogado por Pilatos, Jesus assume abertamente o título de 'rei' como expressão das promessas messiânicas, mas o esvazia de todas as ressonâncias políticas, pois o seu "Reino não é deste mundo" (18,36).

Entre Jesus, que revela a soberania divina, e Pilatos, que representa a soberania romana, a distância é imensa. É interessante notar que Jesus desempenha a sua missão de revelar a soberania divina, na qualidade de "testemunha da verdade", envolvendo os que sabem acolhê-lo mediante a escuta da Palavra.

Tudo isso significa que Jesus está totalmente disponível para cumprir a "verdade de Deus" que se identifica com a sua intervenção na história em favor da humanidade. Jesus desempenha realmente a sua missão de 'testemunha da verdade' porque nele se manifesta historicamente a 'verdade/fidelidade' de Deus em cumprir as promessas messiânicas (cf. Rm 3,3-7). Pilatos, evidentemente, está preso a outros projetos e a razões de ordem política, por isso ao perguntar "o que é a verdade?", ele mostra que seu modo de conceber a soberania e que a questão da verdade se situam num âmbito muito diferente. Diante disso, o silêncio de Jesus assume paradoxalmente uma dimensão de eloqüência formidável: toda a sua vida e a sua pregação são a resposta mais autêntica a esta pergunta.

É suficiente lembrar a expressão de Jo 14,6 em que o próprio Jesus revela a sua identidade aos discípulos como "caminho, verdade e vida". Esta expressão mostra uma clareza e uma precisão impressionantes, porque, de fato, Jesus não afirma que está dizendo a verdade ou que seu jeito de falar e de agir é verdadeiro, mas diz, sem ambigüidade: "Eu sou a verdade!". O evangelista, sem dúvida nenhuma, deixa transparecer que, nesse contexto, a "verdade" exprime a dimensão de "fidelidade/comunhão" que une o Pai e o Filho na realização do mesmo projeto de salvação.

Ora, se essa "verdade" revela a identidade de Jesus, significa que João quer que o leitor se pergunte: "Quem é Jesus?". A resposta exige coragem e compromisso: de fato, pode fazer desmoronar brutalmente muitas outras 'verdades' fantasticamente construídas também por parte de muitos que se dizem 'seguidores'. É suficiente lembrar que a missão de Jesus termina na Cruz, lugar onde se revela totalmente sua identidade como "verdade suprema", como "caminho" que leva ao Pai e como "comunhão de vida" que permanece disponível para sempre. "Quem é da verdade" saberá oportunamente "escutar a sua voz!".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

UM PRELUDIO

Bom, está é a minha primeira postagem deste meu canto de palavras.
Por que sempre começamos com BOM. Esse bom que persegue a todos os discursos, sermões, cartas...
Mais enfim como ia dizendo, esta é minha primeira postagem. E como sendo primeira não poderia deixar de falar do titulo do blog.
Perdido nas palavras, mais por que? É, resolvi colocar esse titulo no blog por que em diversas situações cotidianas, quando estava pronto pra falar. BUUM. Sumiam as palavras como se fosse amnésia, e ai embola, enrola... e gagueja.
Pronto é o fim o fim de todo argumento é o gaguejar. Gaguejar é dizer, que você é culpado de algo. É como se fosse você se entregando de um crime que não cometeu. Gaguejamos só por que somem as palavras (eu acho, coitado dos gagos).
Enfim, aqui neste meu espaço sei que não vou gaguejar nem perder a linha, talvez não. Aqui você vai encontrar de tudo, serão tantas coisas, textos, desabafos, elogios, críticas. Por isso tome cuidado no meio desse meu mundo de letras e sílabas, para sempre esteja mantendo a conduta.